quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sinto Vergonha de Mim

Antigamente eu costumava receber mensagens, cartas e cartões
via Correios. Hoje essas mesmas correspondências me chegam
via e-mails ou rede sociais. Mas, o que mais me alegra nisso tudo
é que em meio a toda  essa modernidade, ainda buscamos aos
meios antigos, para refletirmos a nossa modernidade. Foi o
que pude  observar hoje ao receber um vídeo, que narrava um
texto de Rui Barbosa. Num testemunho de que a nossa literatura
antiga está cada vez mais moderna e contemporânea.
Vale ler e refletir... Será que Rui Barbosa estava errado???

Sinto Vergonha de Mim

Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar
pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez
no julgamento da verdade, a negligência com a família,
célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com
o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa)

Tenham todos e todas...
Um Fim-de-semana iluminado!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"SEM MEDO DE SER FELIZ"

THEREZINHA "SEM MEDO DE SER FELIZ"

Há muito venho pensando em falar sobre a idéia e como surgiu esta frase em minha vida. Mas, sempre que tentava escrever, algo lá dentro me dizia ser uma bobogem. E assim, o tempo foi passando e fui deixando pra lá. Hoje novamente pensei em escrever e novamente achei uma bobagem. Então, sem perder o pique resolvi abrir meus e-mails e entre eles encontrei uma mensagem que me chamou atenção e me fez repensar novamente na velha e emergente idéia. Eis aí, tudo começou quando  pouco tempo atrás, num "Dia das mães" minhas filhas resolveram me fotografar, e, como eu costumo ter muitos tecidos em casa, porque entre outras coisas também gosto de costurar, elas me envolveram naqueles tecidos e foi um mundão de fotos, de tudo quanto foi geito. Inclusive nos estilos "tomara que caia". Selecionadas algumas fotos foi decidido que criariamos um álbum no meu Orkut, que era  o "BUUUM" do momento. Porém, além de ter que ter um título, eu previa que algumas fotos provocariam alguns comentatários negativos, por conta  do colo exposto considerando minha idade. Coisa que nunca tive foi medo de enfrentar o novo. E assim, surgiu o título para o álbum: Therezinha "SEM MEDO DE SER FELIZ". Álbum este que pouco tempo depois foi excluído e o título repassado para meu nome de chamada do Orkut. E que agora passar a ser título do meu Blog.
E para aqueles que se interessarem deixo aqui  a mensagem repassada por minha amiga Maria Ligia Toledo de L. C. que diz:

SABEDORIA DE AVÓ...
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de vinho do Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis, a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta de saudável e forte.  Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
- É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
- Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
- E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.
- Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
- Tenha poucos e bons amigos.
- Tenha filhos.
- Tenha um jardim.
- Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
- Cuide bem dos seus dentes.
- Experimente, mude, corte os cabelos.
- Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
- Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."
- Tenha uma vida rica de vida (Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.)
- Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
- Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
- E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.
- Porque  sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
- Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
- A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
- Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
- Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
- Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
- Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
- Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. Agora é a sua vez.
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

E assim, deixo pra vocês um pouco de mim e um pouco da sabedoria dos avós dos nossos avós que servem para todos nós, pais, filhos, netos e amigos... E até pra você!
VIVA, SEM MEDO DE SER FELIZ!!!

Obrigada Lígia! Sua amizade é um bem precioso para mim.
Beijos no seu coração!